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Atriz posa para fotógrafos no tapete vermelho
Karl Lagerfeld em versão game
Karl Lagerfeld, estilista da Chanel e um dos mais importantes designers de moda da atualidade, fará uma participação especial no jogo “Grand Theft Auto IV”, previsto para ser lançado no dia 29 de abril, nos EUA. No novo e aguardado capítulo da série da Rockstar Games, que tem criminosos como protagonistas e é um dos mais lembrados em críticas com relação à violência, Lagerfeld será o DJ da “K109 The Studio”, uma entre as diversas estações de rádio que o jogador tem à disposição enquanto explora as missões do game. Além de tocar suas músicas favoritas – "eletrônica e dance music" – , o estilista teria gravado locuções para o jogo. "Eles [os produtores de 'GTA IV'] escreveram diálogos politicamente incorretos para mim. Eu amei, especialmente numa época em que todo mundo quer ser tão politicamente correto quando fala", afirmou o designer ao site americano “Women’s Wear Daily”, deixando claro que, de jogador, não tem nada. "Eu prefiro estar no vídeo a jogá-lo. Adoraria ser um personagem malvado e politicamente incorreto", completou.
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No jogo “Grand Theft Auto IV”, o personagem de Karl Lagerfeld será desse jeito
Mas, se você já estava todo feliz achando que poderia sair comandando o estilista (pelo menos no jogo), é bom avisar: ele não será um personagem do game, apenas uma parte da trilha sonora. E ele nem deve ter sofrido muito para selecionar as músicas. Proprietário de mais de 70 iPods e 60 mil CDs, segundo a revista americana New York, Lagerfeld deixou claro que “música é parte da moda também”. Ainda segundo o “Women’s Wear Daily”, o estilista teria descrito sua relação com a Rockstar como "amizade à primeira vista" e definido a série “Grand Theft Auto” como "os jogos dos nossos tempos. Jogos que de alguma forma mudaram o mundo". Quem jogar primeiro, conta para a gente como é.
Moda, Cinema e Violência
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Cartaz oficial do festival Fashion in Film
Se dependesse do diretor italiano Elio Petri, os vilões do futuro usariam armas flúor, vestiriam looks de inspiração espacial e viveriam em um mundo digno de uma história em quadrinhos. Elio Petri e a conexão moda, crime e violência na sétima arte são destaque do festival Fashion in Film, bienal inglesa de cinema que começa dia 10 de maio. O evento coloca nas telas de cinco salas de Londres – BFI Southbank, Ciné lumière, Institute of Contemporary Arts, Tate Modern and The Horse Hospital – desde filmes mudos do começo do século vinte até títulos atuais, entre clássicos e experimentais, como “Office Killer”, de Cindy Sherman.
São os figurinos e o styling desses filmes que ajudaram a definir o estilo de detetives, gângsters e assassinos da telona, além de gêneros do cinema como os filmes de terror. O clássico de Elio Petri dos anos 60, chamado “A Décima Vítima”, é um dos destaques de Fashion in Film deste ano, que tem o título “If Looks Could Kill” (“Se as roupas pudessem matar”, em português), e apresenta 37 obras de mais de dez países. A mostra fica em cartaz até o final de maio na capital inglesa.
Brasil também tem seu festival de cinema e moda
Organizado pela jornalista Alexandra Farah, o FilmeFashion é um festival realizado em São Paulo que também explora a relação entre moda e sétima arte. A primeira edição, em 2003, teve como tema “Grandes Estilistas no Cinema”. Exibiu filmes com figurinos feitos por nomes como Chanel, Yves Saint Laurent, Jean Paul Gaultier, entre outros. O tema do próximo FilmeFashion será futurismo e está previsto para 2009.
O toque Midani
Luana Lila
A nova loja da estilista carioca Gilda Midani, em São Paulo
Gilda Midani, que nasceu no Rio, onde mora e tem ateliê, escolheu São Paulo para inaugurar sua primeira loja. “Não abri no Rio, pois não achei o lugar certo. Não queria nada muito na rua, nem em shopping, com muita gente passando. Gosto do que é pequeno, íntimo. Aqui surgiu um lugar prefeito”, conta.
Gilda é sinônimo de moda casual sofisticada. Em Paris, suas peças estão à venda na badalada L’Eclaireur, loja multimarcas conhecida por sua seleção de novos criadores. Além da capital francesa, as criações da estilista também estão em Londres, Roma e Tóquio. Para a confecção de suas roupas,
A estilista utiliza materiais como algodão e seda, que são trabalhados em alfaiataria e privilegiam o conforto. “Minha roupa serve ao corpo, por isso penso muito no conforto das peças, que têm uma função muito maior do que a estética”, diz.

Peças leves e coloridas traduzem o estilo de Gilda, que preza pelo conforto
Gilda evita tendências. “As coleções têm sempre a mesma história, que vai evoluindo… Troco as cores, penso em uma estampa nova, em um tecido diferente, mas é sempre a mesma linha. Você nunca vai me ouvir dizer que a coleção foi inspirada na ‘mistura da Tailândia com o Rio de Janeiro, com uma pegada urbana’, entende?” (risos).
Artista multimídia, Gilda é uma autêntica globetrotter. Antes de sua grife, rodou o mundo fotografando até se estabelecer em Nova York, em 1996. Lá, encontrou o dramaturgo Gerald Thomas, com quem engatou uma parceria que mudaria o rumo da sua vida. Ao lado dele, começou a desenhar os figurinos das óperas que ele dirigia na Áustria e Alemanha. O trabalho foi o início de sua história com os tecidos.

A loja vende ainda acessórios com a assinatura da estilista, como esta bolsa
E tanto talento consegue se concentrar só nas roupas? Claro que não. Ela também cuida da decoração da nova loja, nos Jardins. “Parece uma caixinha de sapato. Em vez deixá-la mais ampla, fiz exatamente o contrário: exagerei essa coisa comprida que é a loja”, conta. Nos materiais, usa o cimento – “gosto do aspecto cru e da cor” – e trouxe do Rio de Janeiro uma comprida mesa de madeira rústica.
Por enquanto, a loja vai vender apenas a coleção feminina, mas ela já tem planos para novas empreitadas. “É uma abertura in progress. No futuro, quero ter tudo aqui: minha coleção infantil, que se chamará Dadá, livros de arte contemporânea, objetos para casa e o que mais vier.”
Gilda Midani
r. da Consolação, 3058-A, Jardins
(11) 3083-2621
Os óculos da Clos
Divulgação
Os óculos da Huis Clos custam em média R$ 650
A estilista paulistana Clô Orozco acaba de lançar sua primeira coleção de óculos. Composta por cinco peças, a linha é inspirada em modelos garimpados por Clô em brechós de Paris e Nova York durante suas viagens de pesquisa. “Entrei na primeira loja, gostei de um óculos e comprei para mim. Depois, em outra loja, gostei de outro modelo… E mais outro… E outro. Parecia que era um sinal para eu desenhar óculos, sabe? Acabei voltando com vários modelos de décadas passadas, que serviram de base para o desenho dos acessórios em material mais modernos”, conta. Os óculos, que vêm em uma cartela de cores sóbria, composta por preto, cinza e marrom, já estão disponíveis em suas cinco lojas distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Clô, conhecida por sua moda feminina clássica pontuada por peças contemporâneas exclusivas, é responsável hoje por quatro marcas: Huis Clos, Maria Garcia, Clô Vírgula e Clô Orozco. Entre suas clientes fiéis, estão as atrizes Camila Morgado e Marilia Gabriela.
Diversificar e lucrar
O lançamento da linha de óculos de Clô Orozco indica um caminho que há tempos já é trilhado por grifes internacionais: o da diversificação. Marcas conhecidas inicialmente por produzir determinado produto, vendem hoje de tudo um pouco, o que acaba aumentando os lucros. Quer um exemplo? Em 1993, a Bulgari produzia apenas jóias e faturava US$ 110 milhões. Hoje, 15 anos depois, a empresa fabrica relógios, perfumes e acessórios e suas receitas são de mais de US$ 760 milhões, segundo informações do site de gestão do Luxo, da Faap. Perguntada se ela teve essa perspectiva de “filão lucrativo” na hora de investir em uma linha de óculos, Clô Orozco é enfática: “Com certeza! Essa é a nossa primeira experiência. Mas, se funcionar, é óbvio que vou continuar. A demanda por acessórios é tão grande que, ao que tudo indica, devo abrir uma loja só para isso em breve”.

Os óculos da estilista Glória Coelho custam em média R$ 450
Além de Clô, quem também assina o design de óculos são os estilistas Glória Coelho, Tufi Duek, Fause Haten e Valdemar Iódice. Mais do que aumentar lucros, uma linha de acessórios ajuda também a divulgação da marca. “Hoje no Brasil você têm grifes populares e de luxo, mas no meio desses dois não tem muita coisa. Muitas pessoas acabam preferindo pagar o dobro para exibir um Prada ou Gucci, mas meu preço está abaixo da segunda marca de muitas grifes e isso ajuda na difusão da minha marca”, diz Clô.

Este modelo de óculos de Fause Haten tem preço sugerido de R$ 450



