30.06.2008 às 6:09

Meus destaques do SPFW Primavera-Verão 2008/09

Além de Reinaldo Lourenço e Maria Bonita (sobre quem eu falo no post anterior), entre os estilistas que mostram que é possível depurar o próprio estilo sem deixar um gosto de déjà vu na platéia fashionista para a próxima estação, destaques para:

 
Gloria Coelho: especialmente pelos babados ricos e modernos de seus vestidos sob medida para os grandes rituais da vida (do nascimento ao casamento) e pelos novos smokings com os quais lança sua homenagem ao grande Yves Saint Laurent, que morreu no último dia 1º.

 

 Alexandre Herchcovitch: pela coleção eficiente mesclando alfaiataria militar a lingerie frufru numa analogia onírica de sua própria carreira – como se fosse um filme da última para a próxima temporada.

 

Osklen: pelos tricôs resinados em tons metálicos e pelos degrades na seda e no chamois – sempre fiel ao lifestyle que a marca sugere.

 

Ellus: pelos tops de fio de seda em tricôs água-viva de ótimo efeito, pelo jeans como orgulhoso carro-chefe, com toques inovadores como a lavagem clara, que faz “par-perfecto” com as jaquetas metalizadas.

Lino Villaventura: pela obsessão com as nervuras e cores saturadas que são sua marca registrada, agora em vestidos de patchwork de formas geométricas distintas como círculo, quadrado etc.

 Animale: pela estética menos perua e mais guerreira etno-urbana nas boas peças de couro com tratamento especial de tingimento e prints em relevo. E o tricô e os acessórios de metal.

 

André Lima: pela boa leitura de HQ em suas super-heroínas dos anos 80, com bicos e pontas em micros de seda.

 


Água de Coco:
pelo bom trabalho de estampas, materiais e modelagem que comprova a tendência de tops maiores com alças mais largas para a moda praia, assim como o uso de dobras e pregas que não aumentam o volume de quem usa.

 
 
 
E mais: a personalidade cheia de frescor das jovens Amapô, Priscilla Darolt e Maria Garcia.

Lilian Pacce para O Estado de S. Paulo

30.06.2008 às 5:14

Rechonchudas

Reprodução

O que você prefere: a barriguinha da Naomi ou o pneuzinho da Kurkova?

Depois da história com as modelos muito magras nas passarelas, parece que agora a onda é exibir curvas. E bota curvas nisso! Primeiro foi a tcheca Karolina Kurkova na passarela da Cia. Marítima, no SPFW. E na semana de moda masculina de Milão, foi a vez de Naomi Campbell apresentar uma barriguinha, digamos, mais saliente, no desfile da Dolce & Gabbana. Por isso, a pergunta é: gordurinhas extras devem ser perdoadas em grandes tops como elas? Deixe seu comentário!

30.06.2008 às 4:27

Estudo minucioso distingue estilistas do SPFW

Márcio Madeira/Fiest View

Reinaldo Lourenço e Maria Bonita são as surpresas da temporada

Indicar as principais tendências e os melhores momentos do São Paulo Fashion Week, depois de uma semana e quase 50 desfiles, é tarefa tão prazerosa quanto desafiadora. Felizmente o amadurecimento dos estilistas nacionais faz com que haja muitos caminhos para a primavera-verão 2008/2009, ou seja, consumidores de estilos e gostos diversos serão contemplados.

Me surpreendi especialmente com os desfiles de Reinaldo Lourenço e Maria Bonita, marca carioca assinada por Danielle Jensen. O que eles têm em comum? A coragem de mergulhar num tema sem se deixar dominar pelo próprio tema. A capacidade de não transpor literalmente o objeto de inspiração para a passarela. E o talento de transformar tudo em desejo de moda.

Reinaldo Lourenço serve um elegante chá das cinco para a próxima estação. Não, não tem cara de tia velha não. Até porque tomar chá é cada vez mais um hábito moderno que resgata os valores tradicionais. E assim ele desenvolve a coleção. De sua visita ao museu da porcelana de Sevres, em Paris, ele partiu para pesquisa de porcelanas russas e francesas. Mas o resultado, ao contrário das referências, não é frágil nem conservador. O desfile começa com uma mulher casta, branca como leite, quase angelical.

 

Reinaldo Lourenço transpõe a idéia de cores e frisos da porcelana para a roupa

A construção sofisticada vai se revelando em vestidos curtos de tressê de seda. Depois surgem as listras de bules e vasos, em amarelo ou azul com friso dourado, e os florais em longos vermelhos e azuis. A audácia maior vem no final: nos dourados laminados que gritam de tanto brilho mas não ofuscam a mulher que está dentro. Aqui Reinaldo trama vestidos e saias em treliças, sutaches e tressês, sem costura, e ainda arremata com um laço. Uma imagem primorosa, com ajuda do styling(com gargantilha de pérola, delicada meia arrastão branca e cabelo minuciosamente preso).


Maria Bonita olha para o regionalismo nordestino de maneira urbana

Já a coleção da Maria Bonita tem náilon de vara de pescar, tem renda renascença, couro cru, corda, areia no chão. Tudo produto original do mais rústico nordeste brasileiro. Até a música é de Dorival Caymmi. Mas sem malemolência, Daneille Jensen esquece seu Lampião e faz uma Maria Bonita moderna, que vive seu tempo hoje e urbano. A coleção tem o mérito de mostrar que a renda artesanal do Nordeste pode se beneficiar de um bom design. E vice-versa. Por isso, o look da calça e camisa de renda é tão forte – porque não lembra em nada as toalhas de feiras de artesanato, assim como o vestido de algodão empapelado, que poderia parecer um embrulho de papel craft, daqueles da mesma feira. Sem falar no náilon de pescaria, tricotado à mão até dar forma a regatas macias e hi-tech. Nenhum ranço, nenhum regionalismo. E enquanto Reinaldo faz roupa de treliça de seda, a Maria Bonita faz sapatos masculinos de treliça de palha.

Lilian Pacce para O Estado de S. Paulo

30.06.2008 às 4:23

Festa Junina


A festa junina que rolou na Vila Flávio de Carvalho, na Alameda Lorena, reuniu famílias e lojistas da região dos jardins para muita pipoca e vinho quente. Além de saborear as comidas típicas, o pessoal aproveitou para dançar ao som sertanejo. Confira o estilo "caipira" de quem esteve lá.

30.06.2008 às 4:20

Estudo minucioso distingue estilistas do SPFW


Reinaldo Lourenço e Maria Bonita são as surpresas da temporada

Indicar as principais tendências e os melhores momentos do São Paulo Fashion Week, depois de uma semana e quase 50 desfiles, é tarefa tão prazerosa quanto desafiadora. Felizmente o amadurecimento dos estilistas nacionais faz com que haja muitos caminhos para a primavera-verão 2008/2009, ou seja, consumidores de estilos e gostos diversos serão contemplados.

Me surpreendi especialmente com os desfiles de Reinaldo Lourenço e Maria Bonita, marca carioca assinada por Danielle Jensen. O que eles têm em comum? A coragem de mergulhar num tema sem se deixar dominar pelo próprio tema. A capacidade de não transpor literalmente o objeto de inspiração para a passarela. E o talento de transformar tudo em desejo de moda.

Reinaldo Lourenço serve um elegante chá das cinco para a próxima estação. Não, não tem cara de tia velha não. Até porque tomar chá é cada vez mais um hábito moderno que resgata os valores tradicionais. E assim ele desenvolve a coleção. De sua visita ao museu da porcelana de Sevres, em Paris, ele partiu para pesquisa de porcelanas russas e francesas. Mas o resultado, ao contrário das referências, não é frágil nem conservador. O desfile começa com uma mulher casta, branca como leite, quase angelical.

 

Reinaldo Lourenço transpõe a idéia de cores e frisos da porcelana para a roupa

A construção sofisticada vai se revelando em vestidos curtos de tressê de seda. Depois surgem as listras de bules e vasos, em amarelo ou azul com friso dourado, e os florais em longos vermelhos e azuis. A audácia maior vem no final: nos dourados laminados que gritam de tanto brilho mas não ofuscam a mulher que está dentro. Aqui Reinaldo trama vestidos e saias em treliças, sutaches e tressês, sem costura, e ainda arremata com um laço. Uma imagem primorosa, com ajuda do styling(com gargantilha de pérola, delicada meia arrastão branca e cabelo minuciosamente preso).


Maria Bonita olha para o regionalismo nordestino de maneira urbana

Já a coleção da Maria Bonita tem náilon de vara de pescar, tem renda renascença, couro cru, corda, areia no chão. Tudo produto original do mais rústico nordeste brasileiro. Até a música é de Dorival Caymmi. Mas sem malemolência, Daneille Jensen esquece seu Lampião e faz uma Maria Bonita moderna, que vive seu tempo hoje e urbano. A coleção tem o mérito de mostrar que a renda artesanal do Nordeste pode se beneficiar de um bom design. E vice-versa. Por isso, o look da calça e camisa de renda é tão forte – porque não lembra em nada as toalhas de feiras de artesanato, assim como o vestido de algodão empapelado, que poderia parecer um embrulho de papel craft, daqueles da mesma feira. Sem falar no náilon de pescaria, tricotado à mão até dar forma a regatas macias e hi-tech. Nenhum ranço, nenhum regionalismo. E enquanto Reinaldo faz roupa de treliça de seda, a Maria Bonita faz sapatos masculinos de treliça de palha.

Lilian Pacce para O Estado de S. Paulo