As inspirações de Alberto Renault
Alberto Renault
Imagem de Alberto Renault
O escolhido de hoje da nossa seção Lookbook é o multitalentoso Alberto Renault, que trabalha com moda, teatro e televisão. Alberto selecionou imagens que misturam gravações dele no Japão, férias em Angra, na casa em Ipanema e um último cenário que fez para o teatro, entre outros. Quer ver o resultado? Então dá uma olhada aqui.
Crise ou não? Eis a questão
Márcio Madeira/ First View
Looks da Gucci, Burberry, Dolce & Gabbana e Raf Simons
Maldita crise. Ou seria santa crise? Bem, depende do ponto de vista. E da capital fashion em que se realizaram os desfiles masculinos de inverno 2009/10, encerrados esta semana. Milão é tradicionalmente mais contida do que Paris no quesito criação. A pegada por lá é sempre mais comercial, com alguns highlights aqui e ali, mas sem a poesia da capital francesa. Na temporada atual, isso ficou mais evidente. Tanto em uma cidade quanto na outra, a coisa ficou preta e pragmática – em sintonia, inclusive, com o que vimos no último SPFW- mas, enquanto em Milão isso resulta em coleções apenas corretas, em Paris vemos uma reafirmação de identidade, calcada em idéias frescas e inteligentes.
- Megagrifes como Gucci, Burberry e Dolce & Gabbana não fazem feio, mas também não embalam, se contentando de um eficaz arroz com feijão.
- Raf Simons: com um pé lá e outro cá, o belga acerta duplamente, com as formas acinturadas da Jil Sander, em Milão, e com sua cyber-alfaiataria, em Paris. Foco nos braços.
- Prada: nem a hypada grife arrisca muito, investindo em sua excelente alfaiataria e nos materiais sintéticos, para um homem agora menos delicado.
Vem de nomes menos badalados o melhor da semana italiana: Neil Barrett cresce, com seu esperto trompe l’oeil em casacos e jaquetas, enquanto o japonês Giuliano Fujiwara tinge de cinza novas idéias prontas para ruas elegantes. Nomes da terra do sol nascente, por sinal, fizeram bonito também em Paris.
- Yohji Yamamoto: o mestre dá status ao homewear, inspirando-se em roupões de banho, pijamas e cuecas samba-canção para criar looks de silhueta folgada, com blazers oversized, muita saia-short e pantalonas cropped. Para ir chic à padaria.
Márcio Madeira/ First View
Looks de Jil Sander, Prada, Neil Barrett e Yohji Yamamoto
- Comme des Garçons: Rei Kawakubo vai a Savile Row e se exercita na alfaiataria, com resultados surpreendentes por sua construção sofisticada. Aqui, mais saia e calça curta.
- Junya Watanabe: Construir também é sua arte e ele cria irresistíveis blazers/jaquetas, num inusitado patchwork de materiais.
- Number (N)ine: Assinada por Takahiro Miyashita, um apaixonado por grunge e punk, a grife transforma elementos de um quarto de hotel em looks absurdamente construídos, com muita sobreposição. Mais saias (usadas por cima de leggings de malha).
Entre as estréias, Rick Owens é campeão. Em seu primeiro desfile masculino, se mostra fiel a seus Mad Max elegantes, com sobreposições delícia, formas amplas, muito couro e um pretume só. Poderoso. Do outro lado, Gareth Pugh, tão escuro e tão apocalíptico quanto, mas com um peso além da conta nos materiais sintéticos.
- Kris Van Assche: Finalmente acertou em sua grife solo, mixando bem alfaiataria e utilitarismo, brincando com shapes e proporções. Inteligente com bom gosto. Já na Dior…ok, não é sua pior coleção, Kris injetou uma boa dose de frescor street em seus looks, mas ainda é muito irregular. Os listrados são sofríveis.
- Jean-Paul Gaultier: O Ronaldo Fraga francês. Mesmo sem realizar uma coleção brilhante, ganhou a simpatia geral ao fazer um manifesto contra o racismo (na moda e no mundo) colocando peruca Black Power em todo seu casting. Surpresa: Muitas crianças e algumas meninas faziam parte dele e fizeram sucesso correndo pela passarela vestidas de trench-coats e smokings. Cutie.
- Lanvin e Yves Saint Laurent: o supra sumo da moda para o homem do novo milênio. Chic, sensível, inteligente, instigante e novo, muito novo.
O que vem por aí: Preto, blazers/paletós de um e dois botões (tem muito jaquetão também, mas não deve pegar por aqui), calças amplas (curtas ou não), saias para os mais ousados, botas pesadas nos pés.
Sylvain Justum, infohunter do Blog LP
Camisetas do bem
Divulgação
Julia Lemmertz e Alexandre Borges são estrelas da campanha do alvo
Eis um número impressionante: desde que foi lançada no Brasil, em 2005, a campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda” já vendeu 8 milhões de camisetas com o conhecido alvo azul estampado. E como conseguir se manter tantos anos vendendo tão bem? Fazendo parcerias, claro. O símbolo, criado por Ralph Lauren, já recebeu releituras de nomes como Alexandre Herchcovitch, Ricardo Almeida, Oskar Metsavaht, Lino Villaventura, Isabela Capeto, Ronaldo Fraga, André Lima, entre diversos outros. Agora, em 2009, ano em que o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer completa 40 anos, a escalada da vez é Sara Kawasaki, da grife Huis Clos. A estilista assina duas versões da t-shirt, uma masculina e outra feminina, num estilo bem elegante, com o alvo em preto… Não ficou a cara da marca?
Divulgação
Flávia Alessandra e Reinaldo Lourenço vestem a camisa em prol de Santa Catarina
Quem também anda criando “camisetas do bem” é Mario Queiroz. A convite do evento Santa Catarina Moda Contemporânea, que une indústrias têxteis e instituições de ensino locais, o estilista desenvolveu uma estampa em beneficio das vítimas das enchentes que assolaram o estado no final do ano passado. Em breve elas estarão à venda para todo o país, mas no SPFW muita gente já aderiu à campanha. Sabe quem vestiu a camisa, literalmente? Reynaldo Gianecchini, Flávia Alessandra, Costanza Pascolato, Clô Orozco, Reinaldo Lourenço, Viviane Orth, Daiane Conterato… E por aí vai.
Menos no verão, mais no inverno
Pra quem está pesando em aproveitar as liquidações que tomam conta das principais lojas do país, mas não sabe o que comprar (ou está com preguiça de bater perna por aí), Blog LP dá uma força. Saímos às ruas do epicentro da moda em SP, os Jardins, com a seguinte pergunta na cabeça: o que comprar na liquidação de verão que você vai continuar usando no inverno? Pois descobrimos várias peças que são bons investimentos não só para a próxima estação, bem como para a vida toda. Sem contar, é claro, as peças delícia, que devem ser consumidas agora. E pra vocês que não são da capital paulista, calma. Muitas dessas lojas têm franquias em todo o Brasil. Confira!
Vestido de moletom. Por quê? Porque é o tecido sensação para o inverno 2009 e aqui neste vestido ganha charmosa modelagem. De R$ 438 por R$ 263
Sapato masculino. Por quê? É um clássico revisitado, que com o couro de cobra, ganha um charme todo especial. De R$ 1029 por R$ 618
Macacão jeans. Por quê? É o modelo do momento, com detalhes especiais, como os babados no ombro e pregas na calça. Além de tudo, ele é jeans. Uma das peças preferidas da reportagem. De R$ 916 por R$ 550
Camisa e colete. Por quê? São dois clássicos reformulados. Aqui, a camisa ganha trabalho na própria trama e o colete em alfaiataria é todo moderno. Camisa de R$ 338 por R$ 169; colete de R$ 400 por R$ 200
Calça de moletom saruel. Por quê? A modelagem do momento, no tecido da hora. De R$ 419 por R$ 269.
Tênis de vaca. Por quê? O conhecido modelo basquete de tênis ganha aqui um invernal e estiloso couro de vaca. De R$ 450 por R$ 209
Colete de tafetá. Por quê? Peça moderna e chique, que atualiza o look. De R$ 989 por R$ 495
Capa em tecido tecnológico. Por quê? A linda capa mistura passado e futuro com uma modelagem do séc. XVI e confeccionada em tecido que parece líquido. De R$ 1732 por R$ 866.
Sapato. Por quê? O sapato tem design diferenciado e detalhes em prata, como vários vistos nas passarelas de inverno 2009. De R$ 555 por R$ 275.
Legging. Por quê? A legging vem forte para o inverno e é o complemento perfeito para um casaco. De R$ 517 por R$ 259
Blazer marinho com tricô. Por quê? Combinação certeira e atemporal. Blazer R$ 412 e tricô R$ 198
Obs.: A promoção é progressiva. Para uma peça, 10%; duas, 20%… E assim por diante até chegar a 50%.
Colete de tafetá azul. Por quê? O colete tem tecido e cor que continuam no inverno. Além do mais, vem com volume nos ombros, área fetiche para o inverno 2009. De R$ 878 por R$ 614
Calça azul marinho com risca de giz. Por quê? A padronagem é um clássico e tem a modelagem mais vista nas passarelas de inverno: fofa no quadril e justa na barra
De R$ 600 para R$ 300
Capa de tafetá cru. Por quê? A capa é linda e pode ser usada tanto de dia como à noite, numa bela festa. Veste as modernas e as clássicas e não sai de moda. De R$ 1397 por R$ 977
Blazer, top e short. Por quê? O blazer preto é meia estação e tem tecido amassado. O top todo em pedras pode ser usado para festas e mais festas durante o ano todo. A bermuda feita de veludo preto é uma moderna opção para noites invernais. Blazer de R$ 3500 por R$ 1945; top de R$ 3630 por R$ 1750; bermuda de R$ 1350 por R$ 680
Vestido coquetel com echarpe. Por quê? Vestido coquetel preto de alça é um clássico para festas. Já a echarpe é o complemento ideal para temperaturas mais baixas. Vestido de R$ 5360 por R$ 2800; echarpe de R$ 1070 por R$ 535
Costume de veludo. Por quê? O conjunto de veludo cinza é atemporal. De R$ 3890 por R$ 1945
Sandália de salto escultura. Por quê? Na onda dos saltos ornamentados, que apareceram nas principais passarelas do planeta, essa é uma chique opção. De R$ 3070 por R$ 1535
Tricô preto, colete branco e bermuda. Por quê? O clássico tricô preto em decote V fica mais moderno com o colete branco. A bermuda dá um toque street à produção. Tricô R$ 289; colete R$ 309; bermuda R$ 180
Camisa azul, tricô e calça xadrez. Por quê? O look é super invernal e a calça xadrez tem a padronagem que é sempre tendência para o inverno. Tricô R$ 299; camisa azul R$ 179; calça xadrez, R$ 239
Trench coat de tecido tecnológico. Por quê? O casaco que pode fazer às vezes de vestido aparece em tecido amassado (tendência) e impermeável (praticidade). De R$ 1890 por R$ 940
Bolsa com alça dourada. Por quê? A bolsa com alça dourada, tipo Chanel 2.55, é o hit entre as modelos e está super na moda. De R$ 1150 por R$ 800
Jaqueta bomber. Por quê? O modelo é um clássico e está mais na moda do que nunca, ainda mais no lindo azul royal. De R$ 742 por R$ 371
Camisa listrada e tricô preto. Por quê? A dupla preto e branco dá o tom chique a essa combinação atemporal, mas que aqui recebem modelagem e acabamento modernos. Camisa de R$ 270 por R$ 135; tricô de R$ 350 por R$ 175
Fabien Baron fora da ‘Interview’
Fabien Baron é um dos mais influentes diretores de arte do mundo. Há pouco mais de um ano, deixou a “Vogue” francesa para assumir a icônica “Interview”. Hoje, em comunicado oficial, informou que deixa a revista: “Foi uma aventura trabalhar com o DNA de um título lendário como este. Isso para não dizer desafiador reinventar a revista e torná-la relevante pra uma nova geração de leitores”. “Agora é hora de focar em novos projetos”. Quem será que assume?




