26.11.2009 às 4:24

Casa de Criadores outono-inverno 2010

26.11.2009 às 2:00

Arte urbana invade Higienópolis

DivulgaçãoGaleria 600A fachada do prédio onde está a novíssima Galeria 600

SP recebe uma novidade no circuito de galerias de arte. Num prédio antigão dos anos 30 em Higienópolis, em processo de tombamento, a Galeria 600 chega trazendo todo tipo de arte urbana. A ideia é juntar artistas, designers e fotógrafos do cenário urbano, gráfico e fashion, em plataformas diversas como graffiti, estêncil, vídeo, lambe-lambe, fotografia, toy art, arte digital e até música. A 600 promete também preços acessíveis nas obras expostas – vale conferir!

Inauguração Galeria 600 e exposição Átimo: Profanus
26/11 às 19h30
r. Maranhão, 600, Higienópolis, SP
Informações: (11) 3512-3909

26.11.2009 às 12:00

Bom a Bezzi: AC/DC

Reproduçãolarge-acdc32No comecinho de carreira

Um dos cânones do metal/hard rock mundial e a banda mais conhecida da Austrália, o AC/DC volta pela terceira vez ao Brasil com a turnê de “Black Ice”, o disco mais vendido do ano passado. Os irmãos Malcom e Angus Young formaram a banda em 1973 influenciados pelo blues e por artistas clássicos no rock como Chuck Berry e Rolling Stones. Seu primeiro álbum, “High Voltage”, saiu em 1975 e contava com o malucão (e ex-motorista de ônibus) Bon Scott nos vocais – até hoje Bon é reverenciado como um dos maiores intérpretes do estilo ao lado de Robert Plant (Led Zeppelin) e Ozzy Osbourne (Black Sabbath). Outra coisa que chamou muito a atenção era o visual do talentoso guitarrista Angus, que subia ao palco trajando roupas de colegial com direito à mochila.

ReproduçãoBrian Johnson: a voz do AC/DC de 1980 até hoje

Infelizmente, após o lançamento de “Highway To Hell” de 1979, o grupo sofreu uma baixa com o falecimento precoce do vocalista por coma alcoólico. Os rapazes optaram por seguir em frente e recrutaram o estridente Brian Johnson pra cobrir a lacuna deixada. No ano seguinte o AC/DC produziu a sua obra prima máxima, “Back In Black”, uma homenagem ao amigo que se fora e um dos melhores discos de rock pesado já feitos.

ReproduçãoO modelo de All Star Chuck Taylor feito para a banda

Entre idas e vindas de integrantes (especialmente bateristas), a banda continuou a botar no mercado bons álbuns e conquistando milhares de fãs. Até viraram uma edição limitada de tênis da Converse, e suas camisetas se tornaram referência para qualquer roqueiro. Em 1985, eles foram uma das atrações principais do mítico Rock In Rio 1, e ainda voltaram ao país em 1996 durante a tour do ótimo “Ballbreaker”, em que nosso colunista estava presente. Sem dúvida, o show de sexta é imperdível. No player, a faixa “Hells Bells”, de 1980.

E um lembrete: dia 27/11 tem Sexta Esquenta no Drops Bar com Bezzi, Tati Ribeiro e convidados no som. Mande um e-mail para nomes na lista e compareça!

26.11.2009 às 10:40

João Pimenta é destaque da 4ª feira na CdC

Ontem foi o primeiro dia da Casa de Criadores no shopping Frei Caneca, no seu formato mais usual: desfiles seguidos um do outro em uma sala só. O primeiro foi João Pimenta, que mais uma vez se destacou em sua moda masculina: veja fotos e comentário na seção Desfiles!

Marcelo Soubhia/Ag Fotosite/Divulgaçãojoao-pimenta-inv-10-postJoão Pimenta outono-inverno 2010

Além dele, desfilaram Milena Hamani, que fez moda praia na temporada passada e agora traz clima lingerie mais tricô e toques ecofashion (daqui a pouco o Blog LP te conta mais); o estreante Ronaldo Silvestre, que traz Mata Hari com moda cheia de detalhes e brilhos à la anos 40 (e tem um momento bem interessante quando exagera mais pro fim, com os florais e crash doido de estampas, mostrando que consegue ousar como um jovem estilista deve); o inverno fresquinho da No Hay Banda, que apesar de ter tricô e couro (fake) também traz os seus já marcantes recortes e fendas e a leveza da seda; a moda festa extravagante de R.Rosner; e as estampas e visuais bem kitsch de Urussai. Hoje tem mais!

26.11.2009 às 10:21

Casa de Criadores outono-inverno 2010

O universo rural continua presente nessa coleção masculina de inverno de João Pimenta, mas se antes a figura do caipira foi o foco, ela muda agora pro vaqueiro nordestino em busca de algo mais rude. Isso porque a ideia era subir mais um degrau na pesquisa de formas e silhuetas da moda feminina que o estilista sempre faz, mas dessa vez trazendo uma peça tabu pra homens: o vestido. Acima de tudo, esse vestido masculino, para não cair numa caricatura e/ou no bizarro, precisava ser de uma rusticidade bem – sendo mais direto – machona. Deu certo: os vestidos convencem sim, e se não são megacomerciais (o que não parece ser uma preocupação da passarela de João, mesmo) também não ficam só no conceitual – dá pra imaginá-los numa festa fashionista sem causar estranhamento. Um dos segredos: a modelagem da parte da saia, por exemplo, é a mesma da calça, só que sem cós, com o que seriam as “pernas” costuradas juntas. As pregas e o corte reto dão um caimento mais pesado. Ombreiras que deixam o torso mais masculino e em evidência também aparecem em profusão. Em um dado momento, até uma espécie de batina de padre, o “vestido de homem” por excelência, marca presença! Melhor: o linho chique ainda é o material da vez mesmo no inverno, misturado com couro e malha. Ele foi tingido artesanalmente pra criar a paleta de cores de tons de marrom que o estilista queria. Como se não bastasse, bons acessórios: cintos fininhos e delicados, botas de camurça com cano baixo ou longo. Saldo: o vestido pode ser pensado pra homem, mas olha… Também vai ter muita mulher atrás de peças da coleção. Isso porque a imagem rude não é mais exclusividade deles, e hoje em dia a melhor defesa é o ataque – qualquer gênero sabe disso…

Jorge Wakabara