Lá vem a noiva de…
Por mais que a modernidade torça o nariz pra pompa da monarquia, o assunto é puro entretenimento. Não sou das pessoas mais ligadas à família real britânica, mas também não me culpo. Afinal eles se esforçaram bastante pra se manter à sombra do noticiário desde a trágica morte da princesa Diana, em 1997. Mas agora tudo mudou. O mundo acompanha cada lance do casamento da jovem plebeia Kate Middleton com o príncipe William, que é o segundo na linha de sucessão ao trono.
E a Clarence House não poderia adotar melhor estratégia de marketing do que a de manter segredo absoluto sobre o vestido da noiva. Claro que eles atribuem isso à tradição de não estragar a surpresa do modelo para o noivo. Mas há algo mais envolvido nisso – e, by the way, o marido William vai ser mesmo o último a saber, pois até que Kate o encontre amanhã no altar da abadia de Westminster, o mundo terá visto todos os detalhes do tal vestido.
Se o modelo azul de jérsei drapeado, da estilista brasileira Daniella Helayel da marca Issa, usado por Kate no dia do anúncio do noivado já virou até vestido de boneca, imagine o vestido de noiva. E se um vestido de noiva já surta qualquer mulher, imagina uma futura rainha… E mais do que isso, o modelo escolhido vai ser de fato revelador. Vai simbolizar a princesa do novo milênio – seja lá o que isso representa de fato.
Em 1947, a rainha Elizabeth 2ª se casou com um modelo de Norman Hartnell (que já era estilista oficial da família real britânica). Ricamente bordado com pérolas e cristais, era inspirado na obra-prima “Primavera” de Botticelli e representava a esperança do pós-guerra. Detalhe: o New Look de Christian Dior é do mesmo ano. Ambos atendiam o apelo romântico da época. Já na década de 80, a opulência foi representada pelo vestidão volumoso que Lady Di usou, de mangas bufantes gigantes e cauda de absurdos 7.62 metros – uma criação do ex-casal David e Elizabeth Emanuel.
Corta pra 2011: Kate, por sua vez, já demonstrou várias vezes que é antiostentação. Dizem que o casal foi obrigado a escolher a cerimônia na abadia de Westminster – eles queriam algo menor, em uma capela, mas acabaram cedendo à pressão. Quanto ao lado fashion da futura princesa, a tradicional marca Burberry aparece lado a lado com a casual Issa, da niteroiense Daniella – tudo a ver com o estilo hi-lo promovido pelo ícone de moda atual Michelle Obama e com o zeitgeist de hoje.
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O mistério do vestido
O segredo em torno do criador do vestido está trancafiado sob a coroa da rainha. Mas boatos não faltam: Alice Temperley (que provavelmente assina o vestido de Carole, mãe da noiva), Sarah Burton para Alexander McQueen, Erdem, a desconhecida Sophie Cranston da marca espanhola Libélula e até… a própria Kate, que teria desenhado o modelo!
Mesmo tendo porte de top model, Kate tem que lidar com muitas questões na escolha do vestido. Ela deve escolher um jovem estilista ou um nome tradicional ligado à monarquia? Um modelo exuberante, digno do arquétipo de princesa, ou algo mais minimalista e discreto? Com ou sem cauda? A única coisa que se sabe é que será made in Britain. De qualquer jeito, o modelo em si pede uma bem calculada equação que concilie tradição e modernidade. É preciso também ser absolutamente impecável em 3-D para atender às necessidades de uma era onde a cerimônia vai ser transmitida ao vivo não só pelo rádio ou TV, mas também por toda mídia disponível online, do Twitter ao YouTube. No total, estima-se uma audiência de 2,5 bilhões de pessoas. Isso tudo sem falar nas joias… Como será a tiara de Kate? Algum exemplar guardado nos cofres da London Tower ou simplesmente uma singela coroa de flores? Ficou surpreso? Pois acredite, tudo pode acontecer. E isso tem tudo a ver com tradição: foi com flor de laranjeira no cabelo que a rainha Vitória se casou com seu amado Albert em 1840.
Lilian Pacce, especial para o jornal “O Estado de S.Paulo” em 28/04/2011
Quem veste o quê – incluindo Kate Middleton!
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Sarah Burton, é você chegando no hotel da Kate?
Contagem regressiva! Daqui a algumas horas começa o casamento do século, o evento mais comentado desde que foi divulgado através de um comunicado de noivado, em novembro de 2010. E alguns dos mistérios começam a ser revelados, como as roupas dos convidados e – quem sabe? – da noiva!
Uma mulher disfarçada foi fotografada entrando no Goring Hotel, o QG de Kate Middleton, na tarde desta 4ª feira. Hillary Alexander, do “Telegraph“, lembra que a calça, o cinto e a sapatilha por baixo do enorme chapéu de pele que escondia seu rosto são bem parecidos com os que Sarah Burton, da Alexander McQueen, costuma usar. E qual seria o motivo da visita, se não uma prova-final do vestido com o qual a noiva vai caminhar até o altar pra sair do posto de plebeia e virar uma princesa britânica?
Suposições à parte, alguns estilistas já se adiantaram em revelar suas listas de clientes pro grande dia. A namorada/amiga do príncipe Harry escolheu dois vestidos da italiana Alberta Ferretti. Chelsy Davy vai de verde mais curto pra cerimônia e já fez a última prova de um longo azul de um ombro só pro jantar, de noite. Também vão de design italiano Olivia Hunt, ex de William, com vestido Gucci, a princesa Mathilde, da Bélgica, de Armani Privé, e Sunetra, mulher do humorista Rowan Atkinson (ou Mr Bean, sabe?), que escolheu um modelo Fendi.
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Os vestidos de Chelsy Davy: azul pra noite, verde pra cerimônia
David Beckham escolheu um terno clarinho da Ralph Lauren e Victoria deve usar uma criação própria, adornada com chapéu Philip Treacy. India Hicks, a dama de honra do casamento de Charles e Diana em 1981 ficou na dúvida entre um vestido da ex-Spice Girl e um Emilia Wickstead, mas deve ficar com a segunda opção, que é a mesma de Lady Kitty Spencer, Georgina Cadbury, Emma Parker Bowles e Lucy Middleton, prima de Kate. E mais perto do círculo familiar dos noivos tem a princesa Eugenie, de Vivienne Westwood, e Camilla com um modelo de Anna Valentine, a mesma que criou seu vestido de casamento com Charles.
Nova galeria no Rio!
O Rio ganhou uma nova galeria de arte: a “Luciana Caravello Arte Contemporânea” em Ipanema. Luciana Caravello, proprietária do empreendimento, é galerista há 18 anos – desses, ela passou 16 como parceira de Maria Cristina Magalhães Pinto na galeria “Arte em Dobro“. Agora em projeto solo, ela começa com a mostra inaugural coletiva “Proposição“, com curadoria de Daniela Labra. São trabalhos de 20 artistas representados pela galeria com exclusividade no Rio – entre eles, alguns com quem ela já trabalha há algum tempo, como o cearense Luiz Hermano e os goianos Marcelo Solá e Rodrigo Godá. Os outros nomes são Daniel Lannes, Graziela Pinto, Hellen Fagnello, Mariana Tassinari, Ricardo Villa, Felipe Bertarelli, Maíra das Neves, Thiago Tebet e Sergio Romagnolo. O Blog LP te mostra alguns dos trabalhos que estão em exposição! Vem ver!
“Proposição”
De 28/04 a 28/06, de segunda a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 14h
Luciana Caravello Arte Contemporânea: r. Barão de Jaguaripe, 387, Ipanema, Rio
Informações: (21) 2523-4696
Entrada franca
As novas da Macy’s
A Macy’s está com um grande projeto pro Brasil, sabia? Por enquanto nada é garantido, mas diz que representantes da marca desembarcam aqui no próximo fim de semana pra “analisar a área”… Enquanto isso, a empresa já está com uma novidade em suas araras pra estrear a partir do próximo inverno norte-americano. E não, não estamos falando da linha de Karl Lagerfeld. Ela tem a ver com as mudanças internas na rede de lojas de departamento - sobre as quais você vai saber antes no canal Recicle-se!
Troca tudo na Macy’s
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Os novos cabides reciclados da Macy’s
A Macy’s já conseguiu filas de fãs de Madonna em suas portas e deve juntar uma turma de fashionistas atrás das roupas assinadas por Karl Lagerfeld no próximo outono-inverno 2011/12. E também é pro inverno que a empresa reserva mudanças estruturais que fazem parte de seu programa pra ficar cada vez mais eco.
A mais visível delas estará nas araras, com a troca dos cabides atuais por cabides pretos, feitos de plástico reciclado – são usados 300 milhões de cabides por ano! A coisa não pára por aí: entre os planos divulgados está a troca das lâmpadas incandescentes restantes por modelos de LED, um programa de descontos e recompensas pros clientes cadastrados no Recyclebank, eliminação de embalagens plásticas e implementação de guardanapos de papel reciclado nos restaurantes internos, aumento de sistemas internos alimentados por energia solar e até postos de recarga de carros elétricos em 6 de suas lojas em San Diego!
Está pintando um movimento sustentável em prol do meio ambiente nas grandes redes – Blog LP lembra que a Marks & Spencer também tomou uma série de providências reais pra se enquadrar na filosofia eco-friendly. Boa fase!





