Os personagens de Pedro Lucena
Pedro Lucena nasceu em Maceió e, ainda criança, ficou fascinado ao ver as ilustrações de Gustave Doré pra “Divina Comédia” de Dante. “Aquilo mexeu muito comigo e, anos depois, conversando com um colega, ele me contou uma história parecida. Foi muito forte”, conta em entrevista ao Blog LP. A força P&B de seu trabalho vem desse 1º contato com arte, que depois se estendeu aos mestres do impressionismo e expressionismo e a pintura espanhola, com destaque pra El Greco, em suas palavras, um “renascentista com pé no cartoon“.
Mas ao invés de fazer Belas Artes ele foi cursar Direito, depois de tentar, sem sucesso, entrar em Arquitetura, sua outra paixão. Descontente com a carreira, se enveredou pelas letras e dava aulas de português quando foi convidado por uma de suas alunas pra passar um tempo na Amazônia, trabalhando com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Foi lá que sua arte passou de hobby a coisa séria.
Entusiasmado com a recepção dos desenhos que fazia pra uma cartilha educativa pros ribeirinhos, ele voltou pra sua cidade e criou um Fotolog pra divulgar seu trabalho – e não demoraram a surgir os convites. Ele fez ilustrações pro Telecom Social, publicou desenhos na revista australiana “Pages Digital” e em 2008 já estava em cartaz com sua 1ª exposição no Sesc Maceió, a “Ars Liberat“, que resultou em muitos contatos com autores de livros infantis, que ele começou a ilustrar. Com a editora Panda ele desenvolveu desenhos também pros títulos adultos, como “Iracema” e “Memórias de um Sargento de Milícias“.
Seu próximo projeto a desembarcar no Brasil – depois de uma passada em Portugal, em novembro de 2011 – é “Ciscos“, onde ele cria personagens inspirados nos artesãos da Ilha do Ferro, em Alagoas, e nos poemas de Manoel de Barros. A expô está programada pro 2º semestre, na Pinacoteca Universitária de Maceió, e deve vir pra SP e MG. “Quero fazer um bosque dentro do espaço pras pessoas se sentirem dentro dos desenhos”. Esse processo criativo vai virar um livro em formato de diário de bordo a ser lançado junto com a mostra.
E, quem sabe, o futuro de Pedro não se aproxima mais da moda? Amigo de Lucas Barros, da AP 401, que desfilou no último Alagoas Trend House, ele declara: “Gostaria muito de trabalhar com o Ronaldo Fraga, que tem tudo a ver com o que eu faço”. Por enquanto ele está ligado à música, assinando a arte do CD de Cris Braun, que você vê aí na galeria junto de outras obras do artista, como a série “Gay Feelings“!
Arte que nasceu na Amazônia e conquista a cidade
Pedro Lucena
Desenho da série “Gay Feelings” de Pedro
Pedro Lucena mistura poemas, literatura infantil, música, arte clássica e artesanato - e a partir disso tudo cria seus desenhos supertrabalhados, que lembram xilogravuras, com muito P&B. Quer conhecer mais o trabalho do artista alagoano? Vem aqui no Portfólio!
Almodóvar na frente das câmeras pra Missoni
A história do diretor Pedro Almodóvar com a moda já dura um tempo: a “Harper’s Bazaar” fez (em março de 2010) um editorial inspirado nos filmes do espanhol, Jean Paul Gaultier foi o encarregado do figurino do filme “Kika” (1993) e provavelmente você já ouviu falar em vermelho Almodóvar. O próximo passo? Estrelar uma campanha! Fotografada por Juergen Teller, a Missoni colocou o diretor na frente das câmeras pros anúncios da coleção de primavera-verão 2012 com inspiração espanhola da marca.Ele posa ao lado do clã Missoni (Angela e as filhas, Teresa e Margherita) e de algumas de suas musas, como Rossy de Palma e a modelo Mariacarla Boscono. As fotos foram feitas no clube Villa Rosa, em Madri, que já serviu de locação para o filme “De Salto Alto” (1991). Tá rolando também um vídeo promocional da campanha, dirigido por Marco Maccapani, inspirado no filme “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999), também de Almodóvar. A gente tem que esperar até março para ver a campanha completa, mas enquanto isso Blog LP indica correr pro cinema e assistir “A Pele que Habito”, último longa do diretor!
VEJA MAIS: Rossy de Palma desfilou pra Manish Arora em Paris
LEIA TAMBÉM: A primavera-verão 2012 da Missoni
Regina Guerreiro em: “O diabo sou eu”
Aurea Calcavecchia
A capa de “Ui!” e Regina Guerreiro autografando um exemplar
Blog LP te avisou que vinha livro-sensação por aí. Trata-se da publicação que mostra os últimos 40 anos de moda brasileira pelo olhar de uma das mais importantes editoras da área, Regina Guerreiro. E ele começa com mea culpa, escrita a próprio punho por Regina: “Mea máxima culpa: o diabo sou eu e a coitadinha da Anna Wintour (vulgo Miranda) é completamente inocente”. A frase é um bom jeito de resumir a personalidade da homenageada, cujo trabalho estampa 216 páginas editadas pela Luste com patrocínio da Renner. Ele começa com textos dividos por anos, como se fossem diários, sem ordem cronológica – e segue com as imagens de revistas como a “Vogue“, “Elle” e “Claudia“.
O lançamento oficial acontece no dia 13/02, com festa no MuBE, onde ficará em cartaz uma exposição com mais de 150 imagens criadas por ela. Mas Blog LP recebeu seu exemplar durante um evento da rede de varejo – oba! – e aproveitou pra perguntar pra ela um pouco de sua visão sobre a moda de hoje, indo direto ao ponto:
O que te anima na moda hoje: “A moda me desanima, não me anima mais. Não há mais espaço pra criar o sonho, a não ser quando essas grandes empresas fazem projetos enormes, que reavivam a imaginação da mulher que vai comprar seus produtos. Mas isso é cada vez mais raro. Não existe a comoção que houve nos anos 20, 30, 40, 50 e 60… Quando chegaram os anos 90, o que aconteceu? Não sei, estou até agora tentando entender quem é essa mulher dos anos 90 e 2000″.
O que te desanima na moda hoje: “Tantas coisas! Acho melancólico que a brasileira seja tão dependente de influências externas e não olhe pra si, e sim pros outros países”.
VEJA MAIS: O novo livro de Patrick Demarchelier
LEIA TAMBÉM: Miro, entre a luz e a sombra
Gaultier não agradou a família de Amy Winehouse
Reprodução
Mitch não gostou da coleção de Gaultier na semana de alta-costura
Mitch Winehouse, pai de Amy, deu declarações criticando a coleção de alta-costura da primavera-verão 2012 de Jean Paul Gaultier. O estilista francês homenageou a cantora colocando modelos com cigarros, penteados, maquiagem, e roupas que lembram as da cantora na passarela – tudo ao som de um quarteto cantando “Rehab”. Pra Mitch isso trouxe à tona os maus momentos da filha e ajuda a construir uma imagem negativa dela, ofendendo a família num momento de luto na semana em que completam-se 6 meses do falecimento. Apesar de sentir orgulho pela influência de Amy na moda, ele disse que “ver a imagem dela sendo usada pra vender roupas foi um choque que não estávamos esperando e sobre o qual não fomos consultados”, afirmando que a marca não questionou a família sobre as intenções. Vale lembrar que mesmo após a morte da cantora, a Fred Perry já vendeu muita moda usando seu nome… O que você acha da reação dele?
LEIA MAIS: Lilian pediu Amy Winehouse no Fashion Rio…
LEIA TAMBÉM: A última coleção de Amy Winehouse pra Fred Perry






























