Chapéus no museu de Londres
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“Wash and Go”, de Stephen Jones
Chapéus, se comparados a outros acessórios fashion – como por exemplo sapatos, óculos ou bolsas - certamente perdem a competição entre os mais populares. Porém a Inglaterra é uma nação tão cabeça aberta que o assunto por aqui vai um pouco além de tiaras. Os maiores nomes no design de chapéus são justamente do Reino Unido: Philip Treacy e Stephen Jones. São reconhecidos como verdadeiros mestres – este último recebe uma mostra em sua homenagem no V&A, museu superfashion de Londres, até o fim desse mês.
A exibição, entitulada “HATS – an anthology by Stephen Jones” (sobre a qual Lilian já falou no Podcast), narra a evolução da moda dos chapéus e explica todo o processo de criação pelo qual os milliners (aqueles que criam, moldam, desenham ou vendem chapéus) passam até chegar ao produto final.
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Mais um chapéu de Stephen Jones
Mais um dos gênios graduados na Saint Martins, Jones cria, desde 79, coleções bianuais sob a marca “Stephen Jones Millinery“, e colabora com os mais proeminentes designers e grifes: Vivienne Westwood, Dior, Marc Jacobs, Comme des Garçons. Seu talento é tão natural que ele mesmo afirma: “Simplesmente vivo a minha vida e a coloco num chapéu”. Na mostra o artista prova que chapéu não é acessório só pra casamento; com diversos formatos e uma infinita escolha de materiais, eles são divididos primeiramente por estilos: bonnets, boinas, turbantes, fedoras; seguidos por inspirações: metrô londrino, uniformes militares, personagens históricos; logo depois por matérias-primas: rendas, penas, plástico, bordados; e, por último, chapéus desenvolvidos para grandes nomes no design da moda ou usados por celebridades históricas. Tem o da Audrey Hepburn em “My Fair Lady“, Madonna e o icônico floresta selvagem que a Sarah Jessica Parker usou na premiére londrina do “Sex and the City” – o filme (lembram, né?).
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Cecil Beaton, o figurinista de “My Fair Lady”, com um dos figurinos
Algumas peças ali custam o mesmo ou até mais do que outros acessórios ou roupas, o que pode parecer um pouco extravagante num primeiro momento. Mas depois de ver todo o trabalho manual e quanta criatividade esses projetos demandam, o preço tem mais é que ser de obra de arte mesmo.
Barbara Mattivy, infohunter do Blog LP direto de Londres
Comentários
Adoro!


Amo chapéus e adoraria ver essa exposição. Ótimo post.
por Paula em 27/05/2009 às 10:32