Chapéus no museu de Londres : Lilian Pacce
27.05.2009 às 8:00

Chapéus no museu de Londres

Reprodução“Wash and Go”, de Stephen Jones

Chapéus, se comparados a outros acessórios fashion – como por exemplo sapatos, óculos ou bolsas - certamente perdem a competição entre os mais populares. Porém a Inglaterra é uma nação tão cabeça aberta que o assunto por aqui vai um pouco além de tiaras. Os maiores nomes no design de chapéus são justamente do Reino Unido: Philip Treacy e Stephen Jones. São reconhecidos como verdadeiros mestres – este último recebe uma mostra em sua homenagem no V&A, museu superfashion de Londres, até o fim desse mês.

A exibição, entitulada “HATS – an anthology by Stephen Jones” (sobre a qual Lilian já falou no Podcast), narra a evolução da moda dos chapéus e explica todo o processo de criação pelo qual os milliners (aqueles que criam, moldam, desenham ou vendem chapéus) passam até chegar ao produto final.

ReproduçãoMais um chapéu de Stephen Jones

Mais um dos gênios graduados na Saint Martins, Jones cria, desde 79, coleções bianuais sob a marca “Stephen Jones Millinery“, e colabora com os mais proeminentes designers e grifes: Vivienne Westwood, Dior, Marc Jacobs, Comme des Garçons. Seu talento é tão natural que ele mesmo afirma: “Simplesmente vivo a minha vida e a coloco num chapéu”. Na mostra o artista prova que chapéu não é acessório só pra casamento; com diversos formatos e uma infinita escolha de materiais, eles são divididos primeiramente por estilos: bonnets, boinas, turbantes, fedoras; seguidos por inspirações: metrô londrino, uniformes militares, personagens históricos; logo depois por matérias-primas: rendas, penas, plástico, bordados; e, por último, chapéus desenvolvidos para grandes nomes no design da moda ou usados por celebridades históricas. Tem o da Audrey Hepburn em “My Fair Lady“, Madonna e o icônico floresta selvagem que a Sarah Jessica Parker usou na premiére londrina do “Sex and the City” – o filme (lembram, né?).

ReproduçãoCecil Beaton, o figurinista de “My Fair Lady”, com um dos figurinos

Algumas peças ali custam o mesmo ou até mais do que outros acessórios ou roupas, o que pode parecer um pouco extravagante num primeiro momento. Mas depois de ver todo o trabalho manual e quanta criatividade esses projetos demandam, o preço tem mais é que ser de obra de arte mesmo.

Barbara Mattivy, infohunter do Blog LP direto de Londres

Comentários

    adoro chapéus,e adorei a reportagem

    por cleusa Mattivy em 01/06/2009 às 11:04