Paulo Borges fala sobre Fashion Rio
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Paulo Borges
Paulo Borges vai estrear na direção do Fashion Rio nessa próxima edição, de primavera-verão 2009/10, que acontece entre 05 e 10/06. Ele deu uma entrevista exclusiva ao Blog LP sobre o evento. Confira!
Você disse que vai fazer apenas mudanças cosméticas na próxima edição do Fashion Rio.
Nunca usei a expressão “mudança cosmética”. Sempre disse que, no curtíssimo tempo, não priorizaríamos grandes mudanças.
Quais são as mudanças pequenas, então?
Quando me referi a “pequenas mudanças”, foquei imediatamente no line-up principal, na locação (no Pier Mauá), na estratégia de comunicação e no alinhamento com o Rio Moda Hype.
Como foi o critério para manter e cortar as marcas do line-up?
Entre os critérios adotados estão a gestão, solidez do negócio, distribuição e participação constante no Fashion Rio.
Por que resolveu trocar a Marina da Glória pelo Pier?
Pra dar ao evento uma casa com infraestrutura adequada. Além disso, trata-se de uma área estratégica de revitalização da cidade no futuro próximo. E ainda tem uma vista surpreendente.
Existe um receio de uma parte da imprensa que conhece a região do Pier, que diz que é perigosa. Existirá algum esquema de segurança?
Tenho ficado surpreso ao perceber que muita gente não conhece, de fato, o local da forma que está. É uma área de interesse público municipal e estadual para revitalização. E valorizar espaços, no momento em que a cidade se organiza no pleito de patrimônio cultural da humanidade, é fundamental. O Fashion Rio, de certa forma, vai contribuir para acelerar esse processo de revitalização, que envolve entre outros aspectos a segurança efetiva no entorno. Vale lembrar de áreas similares, que foram revitalizadas, como Puerto Madero, em Buenos Aires.
Seu objetivo é levar as marcas de moda-praia pro Fashion Rio?
No futuro próximo com certeza, mas ainda não tive tempo de conversar pessoalmente com todos eles. Isso faz parte da estratégia de convergência desta plataforma de moda e união entre SP e Rio.
Você planeja desfiles externos em pontos considerados cartões-postais da cidade?
Esta é sempre uma escolha e decisão dos estilistas e grifes. Nossa missão, neste caso, é viabilizar cada ideia. Nesta edição, especificamente, teremos um desfile fora do local do evento, que já era ideia dos estilistas.
Agora que você está no comando dos dois maiores eventos da moda brasileira, qual vai ser sua estratégia de reposicionamento de cada um deles?
Convergência.
O que muda no SPFW agora que o Fashion Rio é do mesmo grupo?
Nada.


19.05.2012
Desculpe-me o Paulo Borges, mas comparar aquela coisa do Pier Mauá com a revitalização do Puerto Madero é simplesmente ridículo. O investimento sério e compromissado do governo argentino fez do Puerto Madero um local lindo, aprazível, cheio de restaurantes de primeira linha, e todo o entorno teve uma super reestruturação. Uma amiga minha, produtora de moda, participou de um editorial p um gde jornal no tal do Pier Mauá: a equipe matou 54 baratas em uma breve tarde no Pier, há pouquíssimo tempo. Lá é um horror! Na Marina, quem trabalha com tevê fazia ótimos enquadramentos e gravações de cabeças e passagens, e entrevistas com modelos, estilistas, público, tendo um belíssimo pano de fundo atrás, e o que era ótimo p os fotógrafos, sites, revistas. Agora, aquele ambiente horrível, sujo, longe, perigoso, fechado,
do Pier Mauá, um caos p mim, como jornalista. Seguro p quem? E para os jornalistas que moram no Rio, e não seguem de van? Odiei. E não fui só eu. Em um recente evento de moda, todos os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas comentaram o mesmo. Jogada super infeliz de Borges. Utopia. Acreditar no futuro de um lugar que não é.
Gente, eu amo o Paulo. Fui a uma palestra dele na minha cidade e ele disse que eu ia me dar superbem no ramo. (: Muito fofo!