Protesto em NY – e não é “Occupy Wall Street”
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Sara Ziff, que lidera a Model Alliance
A Semana de Moda de NY começa esta semana – já viu o line-up? – e com ela chegam mudanças nos backstages americanos. Um grupo de modelos lideradas por Sara Ziff agora responde pela organização Model Alliance, que busca melhorar as condições de trabalho das garotas no mundo da moda. A inciativa tem o apoio do CFDA e, pra começar, proíbe toda e qualquer pessoa que não esteja trabalhando a dividir o mesmo espaço das araras com o casting na hora da troca de roupa pros desfiles. Isso já acontece no Brasil, pra evitar que fotógrafos ou curiosos façam cliques inadequados sem permissão prévia.
“Não há nada engraçado sobre uma força de trabalho que é esmagadoramente jovem, feminina e pobre, trabalhando pra algumas das marcas mais ricas e poderosas da moda”, comenta Jenna Sauers, uma das diretoras da Ong. Além dos salários baixos – ou cachês em forma de roupas, uma prática comum do mercado – elas reclamam do assédio sexual que corre solto no meio e do abuso de poder, com profissionais forçadas a horas de trabalho e dietas muito rígidas pra emagrecer. “Mudanças vêm de ações e a Model Alliance pode ser catalisadora dessa mudança”, disse Steven Kolb, do CFDA.
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Vamos falar de saúde… na “Vogue” Brasil
A “Vogue” Brasil fez um anúncio no seu lounge na Bienal durante o SPFW. Daniela Falcão, a diretora de redação, foi a porta-voz do comunicado: “Estamos lançando uma campanha global, chamada ‘The Health Initiative’, em que nos comprometemos a incentivar uma vida mais saudável às nossas leitoras”. A ideia surgiu durante um encontro entre as editoras-chefes de todas as Vogues, em setembro do ano passado, em Paris, onde Jonathan Newhouse propôs um desafio: criar uma iniciativa tão impactante quanto o Fashion Night’s Out, mas sem apelo comercial, que seja fácil de implementar e de interesse global. Assim, a conclusão foi expandir o “The Health Initiative”, que já está em vigor nas publicações da “Vogue” América, pra todos os países em que a revista atua.
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A partir de editoriais, artigos e palestras, o projeto tem a intenção de promover um estilo de vida saudável e alertar sobre os perigos de não manter uma dieta equilibrada. O foco da “Vogue” brasileira nesta iniciativa é o respeito e cuidado com o próprio corpo, contra o consumo indiscriminado de remédios pra controlar o apetite. “A mulher brasileira faz do seu corpo um laboratório. Não estamos fazendo apologia ao plus size, mas sim levantando a bandeira a favor de uma mulher de verdade e inspiradora”, conta Daniela. A revista brasileira ainda se compromete a não publicar, já a partir da próxima edição, imagens de modelos menores de 16 anos. Também não é permitida a publicação de mulheres não-saudáveis. A campanha tem início oficial em junho – e aí? Qual é a sua opinião?
Papo reto entre virginianos: Karl e Carine
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A edição de setembro da “Interview” traz uma entrevista com Carine Roitfeld, conduzida por Karl Lagerfeld, que valeria uma edição inteira da publicação, não fossem as outras matérias que a revista produziu. A dupla sentou pra conversar em julho e o assunto foi do livro que ela vai lançar em outubro até as características de um dos signos do zodíaco. É que ambos são virginianos e analisam seu comportamento em relação a essa característica astrológica. Carine comenta, por exemplo, que o fato de ter o Sol em Virgem faz com que ela seja uma pessoa muito leal, mas ao mesmo tempo, vingativa! “Eu não esqueço de nada e, um dia, haverá vingança!”.
E essa é só uma das frases de efeito que vão surgindo ao longo da entrevista. Antes de ler na íntegra, Blog LP reproduz algumas das melhores respostas aqui:
. A beleza e o tédio: “As coisas precisam ter algo de estranho pra serem bonitas de verdade. Beleza pode ser algo bem chato, especialmente se falamos de algo que não dura. E o que dura é exatamente aquilo que não era tão bonito a princípio – leva um tempo pra ser bonito ou interessante ou excitante”
. Karl perguntou o que faz com que uma mesma equipe trabalhe melhor com ela do que com outros stylists – e ela respondeu: “É como quando você faz sexo com uma mulher. O homem pode dizer que se diverte mais com uma do que com outra. [Risos] Mas, a realidade, é que eu sou anti-tédio”
. Sobre seu trabalho na “Vogue” Paris sobram farpas: “Vamos fazer um ensaio com todo mundo nu! É muito eu e muito você, não é Karl? Eu não podia fazer coisas como essas antes, com o meu trabalho. Agora tenho toda essa liberdade. Eu só quero projetos divertidos”. E no fim ela revela: “Meu marido foi contra desde o princípio. Ele me disse, ‘você vai enlouquecer’”
. As manias da Carine: “Alguns dos meus tiques aparecem no livro. Eu amo lingerie preta e sapatos brancos e eu amo facas. Tenho medo de sangue, mas por algum motivo eu sempre ponho sangue em minhas fotos… Eu não sei porquê”
. E o que ela não põe numa foto: “Como uma mãe, existem certas coisas que não queremos perto de nossos filhos. Acho muito importante o que os jovens vêem na TV ou em revistas. Drogas, violência, anorexia… Todas são coisas sobre as quais eu, absolutamente, não faço referência”
Allegra Versace prefere o anonimato
Ela já foi alvo de flashes de paparazzi e de comentários a respeito de sua anorexia. Mas Allegra Versace, a filha de Donatella e herdeira da grife italiana fundada pelo tio Gianni, hoje tem 25 anos e diz que prefere o anonimato: “Passei um tempo trabalhando com um estilista que não é italiano, tenho ajudado a organizar seus desfiles, a campanha, também ajudo na parte criativa. Mas a melhor parte desse trabalho é que eu sou uma ninguém! Eles também me pagam, claro, por enquanto não o bastante pra viver despreocupadamente – mas acho que você pode se acostumar com tudo se você é livre, se você é você mesma e não o que os outros querem que você seja, se você não vê um fotógrafo a cada esquina, se você não se enterra em fofocas cruéis que fazem tão mal.”
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Allegra, na época que ainda comparecia em eventos sociais
Nessa entrevista pra um veículo italiano, ela ainda conta sobre o período que passou estudando nos EUA: “Acima de tudo, queria uma coisa – ser ninguém, não ser reconhecida, não ser ‘caçada’. Estudei teatro, e me agradou muito fazer participações em pequenos filmes independentes que talvez ninguém fosse assistir. (…) Ainda assim, em todo lugar que eu fosse, ainda era uma Versace. Não podia escapar e isso me fazia mal. Odiava Los Angeles. De qualquer forma tive momentos lindos. Por exemplo, quando estava em NY, Rupert Everett fez a peça ‘Blithe Spirit‘ de Noel Coward e eu, no backstage, trabalhei sem aparecer como camareira“. Mas será que a hora de dividir as responsabilidades com a mãe na maison que leva seu sobrenome está próxima? A ver…
Crystal Renn não usa lingeries, mas se sente ótima com elas!
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Crystal de calcinha e sutiã só pra fotos e desfiles
Crystal Renn é famosa como a modelo plus size que emagreceu. Mas a verdade é que antes disso tudo ela já foi a modelo anoréxica que engordou. Daí terminou um namoro e resolveu cuidar de si. Um clássico. Blog LP já contou que ela diminuiu as medidas com muita caminhada e meditação. Chegou ao tamanho 42 segura de si e hoje desfila e fotografa de lingerie sem o menor pudor.
Mas apesar disso, ela não é a melhor pessoa pra falar de calcinhas e sutiãs pelo simples fato de que ela não os usa! Perguntada pelo blog The Cut sobre dicas pra usar underwear, ela afirma que só coloca lingerie em situações especiais e nunca no dia-a-dia.
Não que se sinta desconfortável, já que Crystal insiste em afirmar que hoje ela não se importa em ficar com pouca roupa na frente de ninguém, porque se sente feliz com seu corpo. “Quando eu era realmente muito magra e pensava que a magreza excessiva era a única forma de ser bonita, eu odiava usar lingerie. Não queria ficar nua nos sets. Não contrate uma modelo size 0 (equivalente ao tamanho 34 no Brasil) se você quer alguém que fique bem de lingerie”, avisa. E deve estar certa, porque Crystal não pára de emplacar trabalhos – com roupa e sem roupa…




